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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Baleia de espécie rara no RS

Achado científico21/12/2011 | 11h14

Baleia de espécie rara é encontrada morta no Litoral Norte

Pesquisadores pretendem estudar fêmea de mais de uma tonelada e meia


Baleia de espécie rara é encontrada morta no Litoral Norte Paulo Ott / GEMARS/Divulgação
Análise do material biológico do exemplar vai ajudar pesquisadores a desvendar hábitos da espécie Foto: Paulo Ott / GEMARS / Divulgação
Uma baleia de espécie rara foi encontrada morta na praia de Cidreira, litoral norte do Rio Grande do Sul, na tarde desta terça-feira. O exemplar da espécie conhecida como baleia-bicuda-de-Cuvier (Ziphius cavirostris) foi identificado pelos pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS).

Segundo o pesquisador do GEMARS e professor da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Paulo Henrique Ott, pelas análises preliminares trata-se de uma fêmea adulta, com pouco menos de 6m de comprimento e que deve pesar de uma tonelada e meia a duas toneladas.

— As baleias de bico, da família Ziphiidae, estão entre as espécies de cetáceos menos conhecidas no mundo. Devido aos seus hábitos oceânicos, são extremamente raros os registros de encalhe das espécies desta família — explica o especialista, destacando a importância científica do achado.

Segundo Ott, este é o primeiro registro da baleia-bicuda-de-Cuvier ao longo de 20 anos de pesquisas no litoral norte do Estado. Nesta quarta-feira pesquisadores do GEMARS, com o apoio da UERGS e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) realizam a necropsia do animal.

A partir da análise do exemplar e da coleta de material biológico, os pesquisadores esperam desvendar detalhes sobre os hábitos de vida desta espécie ainda pouco conhecida do litoral gaúcho.
ZERO HORA

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saneamento básico e ambiental em Porto Alegre

O governador Tarso Genro anunciou nesta terça-feira um investimento de R$ 382 milhões para obras de saneamento básico e ambiental no Rio Grande do Sul. O investimento será captado por meio do governo federal: R$ 147 milhões da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a fundo perdido, e mais R$ 235 milhões em financiamentos do Ministério das Cidades.
A importância disso: Falta de abastecimento leva população a armazenar água, enquanto ausência de coleta de lixo faz com que água da chuva se acumule em recipientes descartados.
A falta de abastecimento de água e de coleta de lixo está relacionada ao alto número de casos de dengue nas cidades. Dos 48 municípios com risco de surto da doença no verão, 62,5% têm menos da metade das casas com acesso a saneamento adequado. É o que mostra um levantamento feito pela Agência Brasil a partir da lista do Ministério da Saúde de cidades com risco de surto da doença e de dados sobre saneamento básico do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Uma casa tem saneamento adequado, segundo critérios do IBGE, quando dispõe de rede de água, esgoto ou fossa séptica e coleta de lixo direta ou indireta feita por uma empresa. De acordo com o levantamento, em somente 18 cidades com risco de surto, a maioria das casas encontra-se nessa situação. O restante dos municípios enquadra-se em saneamento semiadequado, quando dispõe de pelo menos um dos serviços, ou inadequado, quando não há nenhum dos serviços em pleno funcionamento.

Os municípios com os menores percentuais de saneamento adequado estão no Norte e Nordeste, as duas regiões com o maior grupo de cidades com chances de surto de dengue. Nas duas regiões, são 39 cidades. Em Buritis (RO), Espigão do Oeste (RO), Mucajaí (RR), Porto Acre (AC), São Raimundo Nonato (PI) e Água Branca (PI), menos de 5% das casas têm saneamento em condição adequada.

O Mapa da Dengue, do Ministério da Saúde, também mostra que a ausência de saneamento facilita o surgimento de criadouros do mosquito. No Norte, 44,4% dos focos de transmissão estão no lixo, no Nordeste, 72,1% são relacionados ao abastecimento de água.

Para o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Jarbas Barbosa, o pior problema para o combate à dengue é o abastecimento irregular de água porque leva a população a usar caixas d'água, potes e barris. Mal tampados, esses pequenos reservatórios são ideais para o mosquito Aedes aegypti procriar devido à água parada, limpa e em pouca quantidade.
No lixo, o problema são as garrafas plásticas, tampinhas, pneus e outros recipientes onde a água da chuva se acumula com rapidez. Apesar de admitir que o fornecimento irregular de água e a falta de recolhimento de lixo atrapalham as ações para enfrentamento da dengue, Barbosa defende que nos locais onde há ausência desses serviços é possível prevenir a doença com hábitos simples. As pessoas devem ser orientadas, por exemplo, a tampar as caixas d`água, tirar água dos pratinhos das plantas, limpar os ralos, recolher folhas das calhas e a manter o lixo fechado.
Nos municípios com risco de surto de dengue, as equipes de saúde encontraram larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis visitados, índice considerado preocupante pelo ministério. Na Região Sul, apenas a cidade de Guairá, no Paraná, aparece na lista de cidades com risco de surto de dengue. Nenhum município gaúcho está em situação de risco, segundo o mapa do Ministério da Saúde
AGÊNCIA BRASIL

 

Mini zoo da Redenção - parte II

O caminhão-baú que trouxe os animais do minizoo do Parque da Redenção, em Porto Alegre, chegou a Santa Maria à meia-noite de segunda para terça-feira. Os 78 animais de 24 diferentes espécies agora vivem no Criadouro Conservacionista São Braz, local que está apto para acolher animais silvestres e conta, agora, com mais de 700 exemplares de 188 espécies.
Adaptações na estrutura física do criadouro precisaram ser feitas antes da chegada dos novos moradores, como a construção e a reforma de recintos para aves, primatas e répteis. Viveiros mais amplos, com iluminação, ventilação e, principalmente isolamento do público e do barulho do centro da cidade, devem garantir o bem-estar dos animais silvestres.

Veterinários e biólogos do criadouro atestam que, após a viagem, os animais chegaram bem, sem ferimentos, a Santa Maria. Apenas um  papagaio, que já estava em tratamento quando vivia no minizoo, precisou ir diretamente para a enfermaria, por apresentar sintomas de uma infecção.
A maior parte dos animais transferidos estão, agora, em recintos separados por espécies. Alguns deles, entretanto, ainda dividem o espaço com outros grupos, para que a adaptação não seja tão brusca.  As araras, por exemplo, devem hospedar um pavão por algumas semanas, porque era assim que eles viviam no minizoo. Depois disso, araras-vermelhas e araras-canindé também devem ser separadas.
A iniciativa de fechar o Minizoo da Redenção e encaminhar os animais a um ambiente mais adaptado foi da prefeitura de Porto Alegre, depois que o Ibama indicou as melhorias que deveriam ser feitas para que o Parque Farroupilha não continuasse sendo um ambiente de estresse contínuo para os animais.
— A partir daí, o município perguntou ao Ibama qual o melhor destino para os animais. O Criadouro São Braz se disponibilizou a arcar com os custos do transporte e manutenção, e por isso foi feita a transferência para cá — afirma o veterinário Paulo Guilherme Wagner, chefe do Núcleo de Fauna do Ibama.
A adaptação dos animais deve levar algumas semanas, de acordo com a espécie e o indivíduo. Mas ela tem tudo para ser a mais tranquila possível, já que a mudança foi de um ambiente menos favorável para outro que é mais próximo ao habitat dos animais silvestres.

Fonte: Zero Hora

Caloooorrrrr!!!!

O Rio Grande do Sul registrou nesta terça-feira, por volta das 17h, a maior temperatura do ano. O termômetro marcou 40,9°C em Uruguaiana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até então, a máxima de 2011 havia sido registrada no dia 17 de março, quando marcou 38,5 em São Gabriel.
Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Remoção dos animais do mini zoo da Redenção

Hoje, dia 19.12, os animais do mini zoo da Redenção serão removidos para o Criadouro Conservacionista São Braz, de Santa Maria. O mini zoo Palmira Gobbi, foi assim batizado em 1984, e teve ontem, suas últimas visitas.
São 80 animais, e a Prefeitura de Porto Alegre está garantindo alimentação por 1 ano, e após, por promoções de ONGs  do tipo "adotem um animal".
A população de Porto Alegre não foi comunicada que seria hoje a retirada dos aimais, por isso, guardas municipais isolaram a área.
Os animais estão sendo retirados porque estão sofrendo com o barulho, poluição e ação de vândalos.
Vamos torcer para que eles sejam felizes em seu novo "lar"!

Recuperação do Dilúvio - II

Nesta quarta-feira, 14/12/2011, às 10h30, as Prefeituras Municipais de Porto Alegre e Viamão, e as Universidades UFRGS e a PUCRS assinam o Protocolo de Cooperação que instituirá o Grupo de Trabalho para acompanhamento, debate e elaboração de projetos e iniciativas que objetivam a restauração e recuperação da Bacia do Arroio Dilúvio. Participam desta cerimônia o Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati,  o Prefeito de Viamão, Alex Sander Alves Boscaini, o Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Carlos Alexandre Netto, e o Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRs), Joaquim Clotet. O ato ocorrerá no Pórtico do Parque Saint´Hilaire (avenida Senador Salgado Filho, 2.785, parada 38, bairro Vera Cruz)  unidade de conservação administrada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), onde está localizada a nascente do Dilúvio. No local estarão expostos painéis sobre o Arroio Dilúvio e Projeto.

PROGRAMA DE REVITALIZAÇÃO DA BACIA DO ARROIO DILÚVIO: um futuro possível - link

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Com vocês, as baratas


As baratas são insetos muito diversos e abundantes e, por serem onívoras, ou seja, por comerem de tudo, têm papel vital como decompositoras de restos orgânicos. Além disso, elas fazem parte da dieta de muitos outros animais, como aves, aranhas, lacraias e escorpiões.
As baratas urbanas, em especial, são totalmente dependentes da presença dos seres humanos e muito importantes dentro da cadeia alimentar das cidades. Apesar de representarem apenas uma mínima porção das espécies existentes de baratas, cerca de 1%, elas são muito numerosas e o seu desaparecimento causaria um forte desequilíbrio nos ecossistemas urbanos.
“Esses insetos consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até papel, cigarros e plásticos”
Esses insetos consomem rapidamente toneladas de fezes, cadáveres, restos alimentares e até papel, cigarros e plásticos. Se sumissem, sofreríamos com um rápido acúmulo de resíduos humanos nos esgotos e cemitérios.
Por servirem de alimento a muitos predadores que fazem parte da fauna da cidade – como ratos e morcegos –, seu fim causaria também uma rápida desestabilização das populações animais.
Seria necessário um longo período de readaptação ecológica até que outro ser vivo ocupasse o nicho das baratas. Por isso, mesmo que você não goste delas, é mais sábio deixar que continuem habitando nossos esgotos, lixeiras e cemitérios.
 
Fonte: Ciência Hoje Online